Aaron Sorkin retoma a história de Mark Zuckerberg 16 anos após A Rede Social, agora com Jeremy Strong no papel, e chega aos cinemas brasileiros dia 22/10.

O Outro Lado das Redes, sequência de A Rede Social (2010), estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22/10). Aaron Sorkin, roteirista do original, assina agora roteiro e direção, e Jeremy Strong assume o papel de Mark Zuckerberg.
O filme chegou aos Estados Unidos em 9/10, pela Sony Pictures Releasing, quase duas semanas antes de chegar aqui. Também integra a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que vai de 15 a 29 de outubro. No elenco, além de Strong, estão Mikey Madison, Jeremy Allen White e Bill Burr.
Dezesseis anos separam os dois filmes, e a distância aparece na premissa. A Rede Social contava a origem do Facebook entre amizades rompidas e processos. O Outro Lado das Redes parte dos Arquivos do Facebook, série de reportagens de Jeff Horwitz no Wall Street Journal, publicada em 2021, sobre os efeitos da rede em adolescentes e a circulação de desinformação.
A trama, segundo a divulgação, gira em torno de Frances Haugen, ex-funcionária da empresa vivida por Mikey Madison, e do próprio Horwitz, interpretado por Jeremy Allen White. Os dois tiveram papel central na exposição de documentos internos da companhia. O desenho sugere uma troca importante: Zuckerberg sai do centro da história e vira o personagem que os outros precisam enfrentar.
Essa troca ilumina o título original, The Social Reckoning, que fala em acerto de contas. No Brasil, O Outro Lado das Redes aponta para o mesmo lugar: menos a invenção de uma ideia, mais as consequências dela.
No centro dessa discussão está Jeremy Strong, conhecido pela preparação intensa. Segundo a imprensa americana, incluindo a Variety, Sorkin contou que o ator não falou com a própria voz no set durante as filmagens, e Strong escreveu um e-mail a Zuckerberg ao aceitar o papel, dizendo que encarava a responsabilidade com respeito. Comparar essa versão com a de Jesse Eisenberg, que viveu o personagem em 2010, será metade da graça da sessão.
A largada americana foi fraca: cerca de US$ 5,5 milhões no primeiro fim de semana, abaixo da projeção de US$ 7 milhões a 8 milhões e bem abaixo da estreia do filme original, segundo a imprensa do setor. Nada disso diz se o filme é bom, e o público brasileiro vai fazer a própria leitura, mas ajuda a calibrar a expectativa: o peso da marca A Rede Social não garantiu fila na bilheteria.
Esse intervalo de quase duas semanas tem uma consequência prática: a conversa lá de fora já aconteceu. Críticas, bilheteria e reações circulam desde 9/10, e você pode entrar na sala sabendo o que se diz, para concordar ou discordar com argumento.
O Outro Lado das Redes chega aos cinemas brasileiros em 22/10. Os horários dependem de cada sala, então vale conferir a programação do cinema da sua cidade antes de sair de casa.
Salve o filme na sua watchlist do Clube Cine para não perder a estreia e, se quiser chegar com o original fresco na memória, monte uma maratona com A Rede Social antes de ir ao cinema. Depois, conte no Cine Chat: a versão de Strong convenceu mais que a de Eisenberg?