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Street Fighter chega aos cinemas e o Blanka volta a ser brasileiro

Reboot da Capcom estreia nesta quinta (15) no Brasil, com IMAX e pré-estreias hoje. Jason Momoa vive o Blanka, que em 1994 nem brasileiro era.

Por João Victor15 de outubro de 2026

Street Fighter chega aos cinemas e o Blanka volta a ser brasileiro

O novo Street Fighter estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (15), com distribuição da Paramount e sessões também em IMAX. Quem não quer esperar já encontra pré-estreias pagas na noite desta quarta (14). E o Brasil sai na frente: nos Estados Unidos, o filme só entra em cartaz na sexta (16).

Dirigido por Kitao Sakurai (de Bad Trip e The Eric Andre Show), o reboot é uma produção da Paramount com a Legendary e a Capcom, dona do jogo. A história se passa em 1993: Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo), afastados há tempos, são recrutados por Chun-Li (Callina Liang) para o torneio World Warrior. O elenco tem ainda David Dastmalchian como M. Bison, Roman Reigns como Akuma, Cody Rhodes como Guile, 50 Cent como Balrog e Jason Momoa como Blanka. A classificação indicativa é 14 anos.

O Blanka que o cinema deixou de fora do Brasil

Para quem cresceu no fliperama, o Blanka sempre foi o nosso lutador: o brasileiro de pele verde que dá choque em quem chega perto. Foi justamente essa origem que o filme de 1994 deixou para trás. Em Street Fighter: A Última Batalha, de Steven E. de Souza, o personagem virou o sargento Carlos "Charlie" Blanka (Robert Mammone), amigo de Guile transformado em mutante no laboratório de Bison. Uma fusão de dois personagens do jogo, sem nenhum vínculo com o Brasil.

Trinta e dois anos depois, o Blanka volta com a nacionalidade original e com um astro de peso por baixo da maquiagem. Momoa abraçou o papel em público: disse que "não existe ninguém melhor para fazer o Blanka" e contou que Street Fighter é o único jogo que ele joga, ao lado do filho. Isso não garante um bom filme, claro. Mas é um sinal de que o brasileiro da turma não entrou só como figurante de luxo.

A sombra de 1994 é grande. Aquele filme tinha Jean-Claude Van Damme como Guile e Raul Julia como Bison, no último papel de Julia no cinema, e hoje é revisto com carinho justamente pelo exagero. Em 2009, Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, com Kristin Kreuk, tentou um caminho mais sério e foi um fracasso de bilheteria. O reboot chega com a missão de acertar o tom que os dois anteriores não encontraram.

Uma troca de casa no meio do caminho

O filme quase saiu por outro estúdio e em outra data. O projeto nasceu na Legendary com distribuição da Sony e estreia prevista para março de 2026. Quando o acordo entre as duas empresas terminou, a Paramount fechou com a Legendary um contrato global de distribuição de vários anos, como noticiou a Variety, e levou Street Fighter para outubro.

A ambientação em 1993 também é uma escolha que conversa com o fã. É a época em que Street Fighter II dominava os fliperamas e transformou o Blanka em ídolo de uma geração de crianças brasileiras, que escolhiam o personagem quase por patriotismo. Se o filme vai honrar essa memória, a gente só descobre na sala escura.

Vai encarar a estreia? Salve Street Fighter na sua watchlist do Clube Cine para não perder a sessão e, depois, dar a sua nota. E volte para contar qual Blanka venceu essa luta: o de 1994 ou o de Momoa.

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