O terceiro Avatar fez cerca de US$ 1,49 bilhão, levou o Oscar de efeitos e está no Disney+ desde junho. Entenda por que Avatar 4 segue em aberto.

Avatar: Fogo e Cinzas está no Disney+ desde 24 de junho de 2026, no Brasil e nos Estados Unidos. O terceiro filme de James Cameron estreou nos cinemas brasileiros em 18 de dezembro de 2025, um dia antes do lançamento americano, e fechou a carreira nas salas com cerca de US$ 1,49 bilhão no mundo.
Em outubro, segundo o JustWatch, o filme segue no Disney+ com opção em 4K e também está à venda em versão digital na Apple TV. A classificação é 12 anos. Só separe a noite com calma: são 3 horas e 17 minutos de Pandora.
Os números do terceiro filme têm duas leituras. Na primeira, é um sucesso sem discussão: foi a terceira maior bilheteria mundial de 2025, atrás apenas de Ne Zha 2 e Zootopia 2. No Brasil, rendeu cerca de US$ 26,5 milhões. Em março de 2026, ainda levou o Oscar de efeitos visuais, e com isso os três Avatar venceram a categoria.
Na segunda leitura, é a menor bilheteria da série, abaixo de Avatar e de Avatar: O Caminho da Água. E o custo é de outro planeta: a imprensa americana estima o orçamento em até US$ 400 milhões, sem contar o marketing. Com um investimento desse tamanho, cada degrau a menos na bilheteria pesa.
A grande novidade dentro da história é o Povo das Cinzas, o clã Mangkwan. São Na'vi agressivos, ligados ao fogo e ao vulcão, o oposto dos Metkayina, o povo do mar que a gente conheceu em O Caminho da Água. Quem lidera é Varang, vivida por Oona Chaplin, neta de Charles Chaplin e rosto conhecido de Game of Thrones.
O passado dela é o que o filme divulgou desde a campanha: o clã perdeu a floresta numa erupção vulcânica, Varang pediu ajuda a Eywa, a deusa de Pandora, e não teve resposta. Em entrevista ao TheWrap, Chaplin definiu a personagem como uma "menina machucada" por trás da líder implacável, alguém endurecida pelo abandono.
Na nossa leitura, essa é a mudança mais interessante da trilogia até aqui. Nos dois primeiros filmes, o vilão era sempre o humano que chega para explorar Pandora. Com Varang, a ameaça vem de dentro do próprio povo Na'vi, e a fé em Eywa, que sempre foi o porto seguro da série, vira ponto de conflito. É uma aposta mais adulta, mesmo que o filme continue apoiado no espetáculo visual.
Avatar 4 está previsto para 21 de dezembro de 2029, e Avatar 5 para 19 de dezembro de 2031, segundo o calendário da Disney. Previsto, não garantido: até agora não há sinal verde público para os dois filmes.
O próprio Cameron deixou isso claro. Em maio, no podcast da revista Empire, ele disse que as continuações "ainda estão no ar", chamou os filmes de absurdamente caros e afirmou que quer fazer os próximos na metade do tempo, por dois terços do custo. A estimativa dele é levar cerca de um ano só para descobrir como chegar lá.
É aí que os números do terceiro filme deixam de ser curiosidade e viram a explicação. Uma bilheteria de quase US$ 1,5 bilhão seria festa em qualquer franquia. Para Avatar, com o custo que tem, ela virou o argumento para repensar a forma de produzir antes de seguir em frente.
Enquanto a Disney não bate o martelo, salva Avatar: Fogo e Cinzas na sua watchlist do Clube Cine e fica de olho por aqui: se a data de Avatar 4 mudar ou o projeto ganhar sinal verde, a gente conta. E se a ideia é chegar em Varang com a história fresca, monta a maratona da trilogia na ordem de lançamento e reserva um fim de semana inteiro para isso.