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Duna: Parte Três estreia em 17/12 no Brasil: o que já se sabe

Ingressos já estão à venda para o fim da trilogia de Villeneuve. Veja data, trailers, elenco e por que adaptar Messias de Duna é a aposta mais arriscada dele.

Por João Victor09 de outubro de 2026

Duna: Parte Três estreia em 17/12 no Brasil: o que já se sabe

Duna: Parte Três chega aos cinemas brasileiros em 17 de dezembro de 2026, um dia antes da estreia nos Estados Unidos. A Warner abriu a pré-venda em 10 de setembro e marcou sessões antecipadas para 15 e 16 de dezembro, então quem quiser ver primeiro já pode garantir o lugar.

O filme fecha a trilogia de Denis Villeneuve e adapta Messias de Duna, segundo livro de Frank Herbert, publicado em 1969. A história salta 17 anos depois de Duna: Parte Dois: Paul Atreides (Timothée Chalamet) agora é imperador, está casado com a princesa Irulan (Florence Pugh) e precisa segurar um império enquanto uma conspiração cresce ao redor dele e de Chani (Zendaya).

O que já deu para ver

O primeiro teaser saiu em 17 de março e chamou atenção por um detalhe: Robert Pattinson loiro e sem sobrancelhas como Scytale, um dos novos vilões. O trailer oficial veio em 8 de julho, num evento IMAX com Villeneuve em Nova York, e termina com Paul pedindo perdão por tudo o que fez. Para quem saiu de Parte Dois como líder messiânico, é um fim de trailer bem pouco triunfal.

O elenco mistura retornos e estreias. Zendaya, Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Josh Brolin e Charlotte Rampling voltam. Anya Taylor-Joy vive Alia, irmã de Paul, agora adulta, e Jason Momoa reaparece como Hayt, uma cópia de Duncan Idaho criada em laboratório. O roteiro é de Villeneuve com Brian K. Vaughan, nome conhecido dos quadrinhos.

Tem também uma troca importante atrás da câmera. Greig Fraser, que fotografou os dois primeiros filmes, deu lugar a Linus Sandgren. A filmagem aconteceu entre julho e novembro de 2025, em estúdios na região de Budapeste e de novo no deserto de Liwa, em Abu Dhabi. O material foi rodado principalmente em película 65mm, com trechos em IMAX, o que já diz que tipo de sala Villeneuve tem em mente.

Por que Messias é um risco

Aqui mora a parte interessante. Messias de Duna é um livro muito diferente do primeiro: mais curto, quase todo feito de conversas, intrigas de palácio e decisões difíceis. Não tem a jornada do garoto que vira herói no deserto. Tem o que vem depois, quando o herói já venceu e o preço começa a aparecer.

Esse foi o motivo de Herbert para escrever o livro. Villeneuve já explicou em entrevistas que o autor reagiu ao fato de os leitores enxergarem Paul como herói, o oposto do que ele queria. A frase de Herbert que resume a saga é "cuidado com heróis".

Na nossa leitura, o risco é justamente esse. Muita gente saiu de Parte Dois torcendo por Paul, mesmo com o filme tratando a guerra santa como tragédia. Agora Villeneuve precisa convencer esse mesmo público a acompanhar o protagonista como alguém que perdeu o controle. O diretor tem descrito o novo filme como mais tenso e com mais ação que os anteriores, quase um thriller, sinal de que ele sabe que intriga política sozinha não segura uma sessão IMAX.

Vale lembrar também que este é o último Duna dirigido por ele. Villeneuve já disse que não fará outros filmes da série, mas deixou a porta aberta para outro cineasta continuar. Ou seja: o fim da trilogia dele não é necessariamente o fim de Duna no cinema.

Até 17 de dezembro, salva Duna: Parte Três na sua watchlist do Clube Cine para receber o aviso da estreia. E se faz tempo que você viu os dois primeiros, monta a maratona com Duna e Duna: Parte Dois antes de dezembro. Com Messias pela frente, vale chegar com o Paul de 2024 fresco na cabeça, porque o filme novo parece decidido a mostrar quem ele virou.

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