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A Odisseia: tudo sobre o épico de Nolan filmado todo em IMAX 70 mm

Estreia, elenco, câmeras inéditas e a aposta de US$ 250 milhões: o que já se sabe do filme de Christopher Nolan que chega aos cinemas em julho de 2026.

Por Redação Clube Cine13 de junho de 2026

A Odisseia: tudo sobre o épico de Nolan filmado todo em IMAX 70 mm

O anúncio que mexeu com todo cinéfilo

Christopher Nolan está de volta, e dessa vez com a maior aposta técnica da carreira. A Odisseia, adaptação do épico de Homero, estreia em 16 de julho de 2026 nos cinemas brasileiros, um dia antes dos Estados Unidos. Matt Damon interpreta Odisseu, Anne Hathaway é Penélope, e o filme inteiro foi rodado em IMAX 70 mm. Inteiro mesmo: é a primeira produção da história filmada de ponta a ponta nesse formato.

A informação vem da própria Universal Pictures, que confirmou data, elenco e o feito técnico na página oficial do filme e na apresentação da CinemaCon 2026. Você pode até achar que já viu essa promessa antes, mas não viu: nem Oppenheimer, que praticamente virou sinônimo de IMAX, conseguiu ser 100% filmado nas câmeras do formato.

E é exatamente essa a história que faz dessa estreia algo maior que mais um blockbuster de verão. Vamos por partes.

Por que filmar tudo em IMAX 70 mm é um marco

O IMAX 70 mm é o formato de cinema com a maior resolução e a maior área de imagem disponíveis hoje. O problema nunca foi qualidade: foi praticidade. As câmeras clássicas do formato são enormes, pesadas e, principalmente, barulhentas. O ruído do mecanismo era tão alto que estragava a captação de som em cenas de diálogo.

Por isso, todo diretor que amava o formato, e Nolan é o maior embaixador dele, usava IMAX só em cenas de ação ou paisagem, trocando de câmera nas cenas faladas. Era um quebra-cabeça de formatos dentro do mesmo filme. Em Oppenheimer, Dunkirk e Interestelar, a regra foi essa.

A Odisseia quebra essa limitação histórica. Pela primeira vez, a tecnologia alcançou a ambição: o filme foi rodado integralmente nas novas câmeras IMAX, sem trocas, sem compromissos. Pra quem acompanha a evolução técnica do cinema, é o tipo de virada que define uma era.

Keighley: a câmera nova tem nome e história

As câmeras que tornaram isso possível ganharam nome próprio: Keighley. A homenagem é a David Keighley, executivo lendário do controle de qualidade da IMAX por décadas, e a Patricia, sua esposa, que segue na empresa. O anúncio do nome veio de um lugar inesperado: Geoff Keighley, filho do casal e criador do The Game Awards, que celebrou a notícia nas redes.

No que importa pra tela, a Keighley é mais leve e muito mais silenciosa que as antecessoras. Foi isso que liberou Nolan pra rodar diálogo em IMAX sem gambiarras de som. A produção levou as câmeras novas pra locações de verdade: Grécia, Marrocos, Itália, Islândia e Escócia, em vez de resolver tudo em estúdio e tela verde.

O diretor de fotografia é Hoyte van Hoytema, parceiro de Nolan desde Interestelar. Se você lembra da textura das imagens de Oppenheimer, é essa equipe, agora sem freio técnico nenhum.

Um elenco que parece time de All-Star

A escalação é daquelas que parecem fanfic de cinéfilo. Matt Damon lidera como Odisseu, o rei de Ítaca tentando voltar pra casa depois da Guerra de Troia. Anne Hathaway vive Penélope, a rainha que segura Ítaca enquanto espera, e Tom Holland interpreta Telêmaco, o filho que cresceu sem o pai e sai em busca dele.

Ao redor desse núcleo, a Universal confirmou nomes de peso: Zendaya, Robert Pattinson, Lupita Nyong'o e Charlize Theron completam o time principal. Os papéis exatos de parte do elenco seguem guardados a sete chaves, o que já virou tradição nas produções de Nolan. O mistério, claro, só alimenta a especulação.

É também um elenco pensado pra atravessar gerações de público: tem o cinéfilo que cresceu com Damon, a galera que chegou por Holland e Zendaya, e quem vai por Pattinson ou Theron. Todo mundo tem uma porta de entrada.

A história: por que a Odisseia ainda fala com a gente

Se você nunca leu Homero, relaxa: a trama é das mais conhecidas da humanidade justamente porque é simples e universal. Odisseu, herói da Guerra de Troia, passa anos tentando voltar pra casa. No caminho, enfrenta o ciclope Polifemo, a ninfa Calipso, tempestades, deuses caprichosos e a própria vaidade.

Enquanto isso, em Ítaca, Penélope resiste à pressão de dezenas de pretendentes que dão o rei como morto e querem o trono. É uma história sobre voltar pra casa, sobre o custo da guerra e sobre quem a gente vira no caminho. Três mil anos depois, continua atual.

A leitura de Nolan promete batalhas navais, monstros mitológicos e os tormentos do mar com a linguagem visual dele: efeitos práticos, escala real e o mínimo de atalho digital. A combinação de mito fundador com o formato de imagem mais imersivo que existe é, no papel, casamento perfeito.

O caminho até aqui: Nolan e o IMAX, uma história de 18 anos

Essa estreia não caiu do céu. Nolan vem empurrando o limite do IMAX há quase duas décadas, filme a filme, como quem treina pra uma maratona. Em Batman: O Cavaleiro das Trevas, em 2008, ele foi o primeiro a rodar sequências inteiras de um grande blockbuster nas câmeras do formato. Eram só alguns minutos de filme, e já bastaram pra mudar a conversa.

De lá pra cá, a dose só aumentou. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge ampliou as cenas em IMAX. Interestelar levou as câmeras pro espaço, pelo menos no que dependia da fotografia. Dunkirk praticamente morou no formato, com a maior parte da projeção pensada pra tela gigante. Tenet e Oppenheimer refinaram a receita, com Oppenheimer chegando ao ponto de usar película IMAX em preto e branco fabricada sob encomenda.

Em todos esses filmes, porém, havia o mesmo asterisco: as cenas de diálogo precisavam de câmeras convencionais por causa do barulho. A Odisseia é o primeiro filme da carreira dele, e da história do cinema, sem o asterisco. Quando você olha a trajetória completa, fica claro que isso não é um detalhe técnico: é a chegada de um projeto de vida.

O que ainda não sabemos (e quando devemos saber)

Nem tudo está na mesa, e parte da graça é essa. A Universal ainda não divulgou a classificação indicativa brasileira nem a data de abertura da pré-venda, que costuma chegar semanas antes da estreia em lançamentos desse porte. A lista oficial de salas IMAX brasileiras que vão receber a cópia em película também não foi confirmada.

Outro mistério que segue de pé: os papéis exatos de boa parte do elenco. A Universal confirmou os nomes, mas guardou as fichas dos personagens, e Nolan adora esse jogo de esconde. A julgar pelo histórico do diretor, a resposta completa só vem mesmo na poltrona do cinema.

O que dá pra afirmar com segurança é o que está documentado pela distribuidora e pela própria IMAX: data, duração, orçamento, formato e a façanha técnica. O resto a gente atualiza aqui no Clube Cine assim que sair anúncio oficial, com fonte e sem achismo.

Estreia, duração, orçamento: a ficha completa

Anota aí o que já está confirmado pela distribuidora:

A estreia brasileira é em 16 de julho de 2026, um dia antes do lançamento americano. A duração oficial é de 172 minutos, quase três horas de épico. O orçamento estimado é de US$ 250 milhões, entre os maiores da carreira do diretor. A distribuição é da Universal Pictures, com a Focus Features cuidando de mercados internacionais.

O filme será exibido em múltiplos formatos: IMAX Film 70 mm nas salas equipadas, além de cópias em 70 mm padrão e 35 mm. A recomendação do Clube Cine é óbvia: se existe um filme pra você caçar uma sala IMAX de verdade, é esse. A diferença entre ver A Odisseia numa tela comum e no formato pra que foi desenhado deve ser a maior dos últimos anos.

A campanha de divulgação já está nas ruas: o material promocional roda forte nas redes da Universal Pictures Brasil desde o fim de 2025, e a expectativa cresce a cada novo vislumbre das imagens.

O que muda pra você na poltrona

Talvez você esteja se perguntando se tudo isso é conversa de engenheiro ou se a diferença aparece de verdade na sessão. Aparece, e muito. Em uma sala IMAX de película, a imagem ocupa a tela inteira no formato alto, aquele quadro gigante que parece engolir a visão periférica. Filmes rodados parcialmente no formato alternam entre o quadro expandido e o convencional durante a exibição.

Como A Odisseia foi rodada inteira em IMAX, a experiência deve ser contínua do primeiro ao último minuto: sem mudança de moldura, sem quebra de imersão. Some a isso a resolução brutal da película 70 mm, e dá pra entender por que tanta gente já está planejando viagem pra cidade mais próxima com sala compatível.

Vale o aviso de amigo: sessões assim costumam esgotar rápido. Quando a pré-venda abrir, não dorme no ponto.

Para não perder

Faltam poucas semanas. Adiciona A Odisseia na sua watchlist do Clube Cine pra receber o aviso quando abrir a pré-venda das salas IMAX brasileiras.

E se quiser chegar no cinema com o coração preparado, monta a maratona oficial dos épicos de Nolan: Dunkirk pra sentir a escala, Interestelar pela emoção, Oppenheimer pra ver até onde o IMAX já tinha ido. Aí é só sentar na poltrona em julho e deixar o homem te mostrar o resto.

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